A violência sexual contra meninas e mulheres no esporte voltou a ser pauta na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM). Na sessão desta terça-feira (02/06), a deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), Procuradora Especial da Mulher da Casa, ocupou a tribuna do Plenário Ruy Araújo para reforçar as denúncias contra o faixa preta Carlos Vieira Holanda, o “Esquisito”, professor de jiu-jítsu que lidera uma academia que leva seu nome em Manaus e que é procurado pela Polícia Civil do Amazonas no âmbito de investigações que apuram denúncias de crimes sexuais contra adolescentes.
“O Carlos Holanda é mais um que se travestia de mestre de jiu-jítsu para estuprar menores. Já são sete vítimas”, denunciou Alessandra Campelo. Segundo a deputada, as investigações apontam ainda suspeitas de favorecimento da exploração sexual de adolescentes mediante intermediação com terceiros.
Durante seu pronunciamento, a parlamentar conhecida pela luta permanente em defesa dos direitos das meninas e mulheres expôs a imagem do suspeito no telão da Assembleia. Na oportunidade, Alessandra Campelo pediu o engajamento da sociedade para que o suspeito seja localizado, preso e retirado das ruas o mais rápido possível.
“Ele é um jack como a gente fala (na linguagem popular). Ele é um estuprador, um abusador, e esse homem não pode estar nas ruas. Quero pedir a quem puder compartilhar – não precisa ser do meu Instagram – é só ir lá no Instagram da Polícia Civil e compartilhar”, afirmou a deputada, enaltecendo o empenho do delegado geral Bruna Fraga e da delegada Mayara Magna, titular da Depca, no combate à violência sexual contra meninas e mulheres.
Para Alessandra Campelo, o esporte é um espaço de formação, cidadania, saúde e respeito, e qualquer tipo de violência, abuso ou importunação sexual é inaceitável e deve ser combatido. Em Manaus e em todo o país, o debate sobre o tema e a criação de redes de proteção foram fortalecidos, com leis, campanhas e canais de acolhimento ativos para erradicar essas condutas criminosas.
“Não se espantem se aparecerem novos pedidos de prisão. Os jacks, os abusadores, os estupradores estão tremendo de medo porque eles sabem que estão sendo denunciados. Todas as vezes que a gente prende um aparecem novas denúncias, e nós não vamos parar porque esporte não é lugar para estupro nem para abuso. Um pai e uma mãe quando deixam seu filho num local treinando entendem que o seu filho e a sua filha estão longe do perigo, longe das drogas, longe dos abusadores, e não dá para o mestre ser o mesmo que abusa. Essas pessoas têm que ser banidas do esporte e da sociedade”, concluiu a Procuradora da Mulher.
Entenda o caso
O novo escândalo de abuso e exploração sexual nos tatames da Região Norte veio à tona no último sábado (30/05), quando a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), de Manaus, divulgou a imagem de Carlos Vieira Holanda, o “Esquisito”, como procurado pelos crimes de assédio sexual, importunação sexual, estupro e estupro vulnerável praticado contra diversas vítimas.
No texto oficial, a PC-AM pede ajuda da população para que Carlos Vieira Holanda seja localizado, pois teve o pedido de prisão preventiva decretado pela Justiça. As denúncias podem ser repassadas para os números (92) 99962-2441, que é o disque-denúncia da Depca, e também para o 181, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-AM). O prédio da Depca está localizado na Avenida Via Láctea, Conjunto Morada Do Sol, no Aleixo, Zona Centro-Sul de Manaus.
A população pode denunciar também por meio do número da Procuradoria Especial da Mulher da ALEAM, que está dando assistência psicossocial e jurídica para as vítimas do professor de jiu-jítsu. O WhatsApp é o (92) 99400-0093.








