2 de junho de 2026
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Melqui Galvão é alvo de nove denúncias de abuso sexual; oito casos são investigados no Amazonas

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Foto: Reprodução Instagram
Foto: Reprodução Instagram

O professor de jiu-jítsu e lutador Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, é alvo de nove denúncias relacionadas a crimes sexuais. Oito delas estão sendo investigadas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), no Amazonas.

Além das investigações conduzidas no estado, Melqui também é investigado pela Polícia Civil de São Paulo, onde o caso teve início após a denúncia de uma ex-aluna de 17 anos registrada na capital paulista. O professor está preso preventivamente enquanto as apurações seguem em andamento.

Nove vítimas já prestaram depoimento

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Entre as nove vítimas ouvidas até o momento, seis relataram estupro. Há ainda uma denúncia por armazenamento indevido de imagens de menores de idade, uma por coação e ameaças e outra por abuso sexual.

Seis das vítimas recebem acompanhamento da Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Recentemente, uma nova denunciante afirmou ter sido estuprada cinco vezes ao longo de um ano enquanto participava de um projeto social esportivo coordenado por Melqui em Manaus.

Investigação começou após denúncia de ex-aluna

De acordo com as investigações, uma adolescente de 17 anos, ex-aluna do treinador, denunciou ter sido vítima de atos libidinosos sem consentimento durante uma competição esportiva realizada fora do Brasil.

Atualmente residindo nos Estados Unidos, a jovem prestou depoimento às autoridades, assim como familiares.

Segundo a polícia, os denunciantes apresentaram uma gravação na qual o investigado supostamente admite indiretamente o ocorrido e tenta impedir que o caso avance, oferecendo compensação financeira.

Durante a apuração, outras duas possíveis vítimas foram identificadas em estados diferentes. Em um dos relatos, a denunciante afirmou ter apenas 12 anos na época dos fatos.

Irmão também é investigado

O irmão do lutador, Enoque Galvão, também é alvo de investigações por supostos crimes de estupro e importunação sexual denunciados por duas mulheres.

Segundo os relatos, os casos teriam ocorrido durante visitas ao projeto social coordenado por Melqui Galvão em Manaus.

Enoque, que é policial, está preso temporariamente enquanto as investigações prosseguem.

Quem é Melqui Galvão

Faixa preta e treinador de jiu-jítsu, Melqui Galvão é responsável por uma academia localizada na Zona Norte de Manaus e ganhou projeção nacional por revelar atletas de destaque na modalidade.

Ele também atuava como instrutor de defesa pessoal da Polícia Civil do Amazonas, onde era servidor efetivo lotado no setor de capacitação. Após o surgimento das denúncias, foi afastado cautelarmente de suas funções até a conclusão das investigações.

Melqui é pai do multicampeão de jiu-jítsu Mica Galvão. Após a prisão do treinador, o atleta se manifestou nas redes sociais, afirmando viver um momento difícil e defendendo que todas as acusações sejam rigorosamente apuradas pelas autoridades.

“É difícil encontrar palavras para um momento como esse. Meu pai foi quem me colocou no tatame pela primeira vez ainda criança. Foi ele quem me ensinou a lutar, a competir, a respeitar o adversário e a ter caráter”, escreveu.

Em outro trecho da publicação, Mica afirmou repudiar qualquer tipo de violência. “Como pessoa, repudio qualquer forma de assédio ou violência contra mulheres e crianças. Esse é um valor que carrego e que não abre exceção”, declarou.

Prisão e andamento das investigações

Segundo a Polícia Civil, após a decretação da prisão preventiva, Melqui deixou São Paulo e viajou para o Amazonas menos de 24 horas antes do cumprimento da ordem judicial.

Após contato entre as corporações dos dois estados, ele se apresentou às autoridades em Manaus, onde teve o mandado cumprido.

A Polícia Civil segue investigando o caso para apurar a extensão dos fatos denunciados e identificar possíveis novas vítimas.

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