Diante do crescimento dos espaços de jogos eletrônicos e ambientes digitais, a deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos) apresentou, na última terça-feira (17/03), um projeto de lei para garantir mais proteção à saúde e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes no Amazonas.
A proposta estabelece regras para ambientes como arenas gamer, espaços de realidade virtual, lan houses e brinquedotecas digitais, com foco no uso equilibrado da tecnologia.
Segundo a deputada, a iniciativa busca prevenir problemas cada vez mais comuns associados ao uso excessivo de telas, como fadiga visual, sedentarismo e impactos no desenvolvimento emocional e social.
“A tecnologia faz parte da vida das nossas crianças, mas precisa ser usada com equilíbrio e responsabilidade. Nosso papel é garantir que esses ambientes sejam seguros e saudáveis”, destaca Alessandra Campelo.
Medidas simples, impacto real
O projeto prevê a adoção de medidas informativas e preventivas nos estabelecimentos, como: orientação sobre pausas durante o uso; avisos sobre riscos do excesso de telas; incentivo à supervisão dos pais; e estímulo à alternância com atividades físicas.
Além disso, a proposta estabelece cuidados com ergonomia e saúde visual, como iluminação adequada, mobiliário apropriado e posicionamento correto dos equipamentos.
Proteção sem proibição
Um dos pontos centrais do projeto é garantir equilíbrio sem restringir o acesso à tecnologia.
A proposta não interfere no conteúdo digital nem na autonomia das famílias, focando apenas na organização dos espaços físicos e na conscientização dos usuários.
“A ideia não é proibir, mas orientar. Precisamos preparar nossas crianças para o mundo digital sem abrir mão da saúde e do desenvolvimento saudável”, reforça a parlamentar.
Política moderna para novos desafios
A iniciativa dialoga com o avanço das novas tecnologias e complementa políticas já existentes voltadas à proteção da infância.
Para Alessandra Campelo, legislar sobre esse tema é acompanhar a realidade das famílias.
“Estamos falando de um novo cenário. E o poder público precisa agir para proteger nossas crianças também nesse ambiente”, concluiu.








